RESPUBLICA EUROPEIA

Direito Comunitário e Assuntos Europeus. Por João Pedro Dias

Alargamento vai ser mais exigente

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Se Portugal fosse hoje candidato à UE iria deparar-se com mais condições e exigências do que as sentidas há cerca de 20 anos.Num relatório ontem divulgado, em Bruxelas, a Comissão Europeia deixou claro que os futuros alargamentos da UE ficarão condicionados a uma apreciação mais rigorosa tanto da sua capacidade para receber o candidato como do estado de preparação de quem quer entrar.O relatório descreve o conceito de “capacidade de integração” como sendo definido tanto “pelo desenvolvimento das políticas e instituições da UE, como pela transformação dos candidatos em Estados membros bem preparados”.Inicialmente, a UE preferia mencionar o conceito de “capacidade de absorção”. Porém, na revisão da política sobre o alargamento, foi decidido substitui-lo pela referência à “integração”, de modo a tornar-se mais abrangente, tanto envolvendo a própria UE como os candidatos.Uma das preocupações da Comissão é de que a UE possa “manter e aprofundar o seu próprio desenvolvimento enquanto prossegue o processo de alargamento”. Neste domínio, é sublinhada a necessidade de uma reforma institucional, “para melhorar a eficácia do processo de decisão de uma UE alargada”. A UE não esqueceu as rejeições da constituição europeia, nos referendos em França e na Holanda. A constituição pretende simplificar o processo de decisão para evitar que a UE fique paralisada com um maior número de países à volta da mesa. Também ficou consagrado, no relatório da Comissão, que, no futuro, serão tomadas em maior consideração as implicações orçamentais de cada alargamento, especialmente no que se prende com os fundos estruturais e de coesão e com o apoio ao desenvolvimento da agricultura, para evitar que represente um peso excessivo para as capacidades financeiras da UE, especialmente quando os países que se perfilam para a adesão mostram grandes necessidades de apoio.Esta revisão de orientações pretende responder a receios manifestados pela opinião pública, de que os alargamentos da UE estejam a ser desenvolvidos de forma precipitada, sem ter em conta a preparação para receber novos Estados membros. O processo de negociações com a Turquia está a deixar claro este receio. O último alargamento, em 2004, a Leste, também gerou apreensão, quanto à possibilidade de concorrência de mão-de-obra mais barata.Para atender a estas circunstâncias, o novo relatório considera “necessário garantir o apoio público ao alargamento”, realçando a importância de “comunicar melhor o alargamento”, para o que seria necessário “ouvir os cidadãos, responder às suas preocupações”. No quadro destas preocupações, além das advertências à Turquia, a Comissão também considerou que a Croácia (na fase de negociações de adesão) e a República Jugoslava da Macedónia (candidata), ainda precisam de mais progressos no processo de aproximação à UE. [Fonte]
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Written by Joao Pedro Dias

8 Novembro 2006 às 4:01 am

Publicado em Uncategorized

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