RESPUBLICA EUROPEIA

Direito Comunitário e Assuntos Europeus. Por João Pedro Dias

Países do sul da Europa discutem forma de "blindar" fronteiras marítimas

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Confrontadas com um afluxo sem precedentes de clandestinos, os países do Sul da Europa querem “blindar” as suas fronteiras marítimas. Esta sexta-feira, em Madrid, oito países da União vão discutir as formas de lutar contra a imigração ilegal.O assunto continua a dividir a Europa. O Parlamento Europeu votou, esta quinta-feira, uma resolução ambígua sobre a política de imigração. A esquerda fez passar um artigo que lamenta que as decisões, neste campo, sejam tomadas por unanimidade, mas a direita anulou o parágrafo seguinte, que recomendava a passagem à maioria qualificada. A Espanha tenta mobilizar os outros países do Sul – como Portugal, França, Itália, Eslovénia, Malta, Grécia e Chipre -, todos confrontados com o problema dos imigrantes clandestinos vindos de África por mar. Mas, até agora, a Espanha só conta com a ajuda de Portugal, Itália e da nórdica Finlândia na Frontex, a agência que controla as fronteiras externas da União. Outros países são indiferentes ao apelo de Espanha, que já recebeu mais de 25 mil clandestinos no seu território, desde o início do ano. A culpa é de Madrid, diz o ministro francês da administração interna, numa crítica à regularização espanhola de 500 mil clandestinos. Nicolas Sarkozy propõe agora um “pacto europeu” que proíba novas regularizações em massa. O clima entre Paris e Madrid está cada vez mais tenso. O governo espanhol riposta que a França não pode dar lições de moral, tendo em conta a crise dos subúrbios do Outono passado. A proposta de Sarkozy fala também de estabelecer um princípio de proporcionalidade entre fluxos migratórios e capacidade de acolhimento em termos de mercado de trabalho, alojamento e serviços públicos. [Via Euronews.net, com a devida vénia]
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Written by Joao Pedro Dias

28 Setembro 2006 às 9:46 pm

Publicado em Uncategorized

Uma resposta

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  1. Nem todos os países do sul da Europa se debatem com este problema. Portugal não, por exemplo.
    De qualquer forma este problema só vem ajudar à integração europeia pois acabará promovendo uma política comum de imigração e asilo e uma polícia comum de controle das fronteiras.
    Na prática estamos perante a máquina de integração europeia a todo o vapor.
    A estratégia, que tem resultado até agora, é a de fazer um disparate, neste caso a livre circulação e abolição de fronteiras internas, depois perante as consequências do disparate, o único remédio é mais integração.
    É evidente que abolindo as fronteiras internas passa a existir uma única fronteira exterior e os custos dessa fronteira podem tornar-se insuportável para os países que eram os antigos donos, isto é, os estados nacionais.
    Em princípio ´devia haver um fundo de que beneficiariam os países que têm fronteira externa a defender e, depois eles tratavam da defesa da sua fronteira.
    Curiosamente esta solução parece não estar em cima da mesa. E a razão é óbvia, com ela acabava-se a desculpa para políticas comuns de imigração e para a tal polícia comum.
    A UE há muito que foi hungarizada tendo adquirido o hábito de mentir descaradamente aos seus cidadãos.
    Este é só mais um exemplo.

    O Raio

    29 Setembro 2006 at 2:54 am


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