RESPUBLICA EUROPEIA

Direito Comunitário e Assuntos Europeus. Por João Pedro Dias

Remodelação do executivo europeu aumenta tensão en…

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Remodelação do executivo europeu aumenta tensão entre os Estados membros. As tensões entre os Estados membros não páram de aumentar, sobretudo depois da vaga de remodelações do executivo europeu. Esta semana, Durão Barroso mudou os directores-gerais de Bruxelas e seus adjuntos. Começou por nomear irlandesa Catherine Day secretária-geral da Comissão. É a primeira mulher a ocupar o mais elevado cargo da hierarquia administrativa europeia.O presidente avança o argumento da paridade entre os sexos mas os seus detratores denunciam uma orientação liberal da Comissão. A justificar esta tese, a substituição do director-geral do Comércio. A meio das negociações na OMC, o irlandês Peter O’Sullivan substitui o dinamarquês Peter Carl.O eurodeputado francês Jean-Louis Bourlange não hesita em falar de “caça às bruxas” e diz tratar-se de um rude golpe para os federalistas em geral e para a França em particular: “Penso que estamos perante uma luta entre os Estados membros ao mesmo tempo que avançamos progressivamente para uma concepção anglo-saxónica da União, simbolizada pela importância dos irlandeses. É mais um passo para a criação de uma Comissão que já não tem uma verdadeira ambição política. Penso que isso é notório na forma como François Lamoureaux, ex-director geral da Energia e Transportes, foi abandonado.”Mais regulador e menos liberal, o francês Lamoureaux é um histórico de Bruxelas e pai do sistema de navegação por satélite Galileo. Estava na calha para a direcção-geral da Investigação, mas acabou por ser afastado. Agora, como disse, prefere abandonar Bruxelas “a criar bolor numa prateleira dourada”. Para muitos, isto significa a perda de influência da França no seio do executivo de Bruxelas. Essa não é contudo a opinião do presidente da bancada liberal do Parlamento Europpeu. Hans Gert Poettering defende a posição de Barroso: “O presidente da Comissão teve em conta todos os aspectos e não quis marginalizar nenhum país. É o responsável, enquanto presidente da Comissão, e a Comissão é uma instituição comunitária.”Uma instituição que, segundo as regras, de cinco em cinco anos, deve mudar os seus directores-gerais. Com esta remodelação – que ainda nem está completa – Barroso define uma equipa mais liberal. Objectivo: levar por diante a Estratégia de Lisboa. [Via Euronews.net, com a devida vénia]
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Written by Joao Pedro Dias

11 Novembro 2005 às 3:32 am

Publicado em Uncategorized

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