RESPUBLICA EUROPEIA

Direito Comunitário e Assuntos Europeus. Por João Pedro Dias

[Via Zenit, com a devida vénia]: João Paulo II con…

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[Via Zenit, com a devida vénia]: João Paulo II considera que a globalização precisa ser enriquecida pelos valores cristãos, pelo que agradeceu ao governo de Portugal os esforços que este fez para que o Tratado Constitucional da União Européia fizesse menção expressa às raízes cristãs do Velho Continente. O Santo Padre expressou oficialmente esse reconhecimento ao receber esta terça-feira as cartas credenciais do novo embaixador de Lisboa na Santa Sé, João Alberto Bacelar da Rocha Páris, diplomata de carreira. No discurso que lhe entregou em português na residência pontifícia de Castel Gandolfo, o Santo Padre agradeceu ao governo português que «não tenha duvidado em reconhecer e promover as próprias convicções» nos debates que precederam a redação da Constituição Européia. A proposta de introduzir no documento as raízes cristãs da Europa não foi aceita devido à oposição de vários países, entre os quais se destacaram França e Bélgica. O texto, que será firmado em Roma em 29 de outubro pelos chefes de Estado e de governo, será depois submetido a referendo ou a ratificação parlamentar pelos vinte e cinco países membros. O Santo Padre convidou o governo de Lisboa a fazer todo o possível para que «as convicções que derivam desta identidade [cristã ndr.] pudessem se afirmar tanto em âmbito nacional como internacional». O bispo de Roma também aplaudiu a firma do novo Acordo entre a Santa Sé e Portugal no qual, em 33 artigos, ficam regulamentadas questões tão importantes como o matrimônio, a assistência religiosa, o patrimônio, o regime fiscal da Igreja. Trata-se, assegurou, de uma «expressão viva de um consenso maduro para reforçar a presença desta “alma” cristã fundada nas profundas relações históricas entre a Igreja Católica e Portugal». Seu objetivo, explicou, «no âmbito da liberdade religiosa», é o «serviço ao bem comum e colaborar na construção de uma sociedade que promova a dignidade da pessoa humana, a justiça e a paz». Por último, o pontífice desejou que Portugal seja um país «sempre aberto aos novos desafios de nossa sociedade e ciente de que o Todo Poderoso não deixará com as mãos vazias os que confiam em seus desígnios».
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Written by Joao Pedro Dias

22 Setembro 2004 às 4:46 pm

Publicado em Uncategorized

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