Archive for Novembro 2006
Chipre exige novo ultimato da UE à Turquia
O descontentamento cipriota em relação à recomendação da Comissão Europeia de congelar parcialmente as negociações de adesão com a Turquia ainda promete fazer correr muita tinta. Nicósia exige que a União Europeia fixe uma nova data limite para que Ancara abra os seus portos e aeroportos aos navios e aviões da ilha mediterrânica. O presidente de Chipre reagiu esta manhã à proposta de Bruxelas. Tal como o executivo cipriota, Tassos Papadopoulos criticou a Comissão Europeia por esta não ter tomado uma decisão mais rigorosa após a recusa da Turquia de aplicar à República de Chipre o protocolo que estende a sua união aduaneira com a UE aos 10 Estados entrados no bloco europeu em 2004. O executivo comunitário recomendou na quarta-feira o congelamento das negociações de oito dos 35 capítulos das conversações com Ancara, entre os quais se encontram, entre outros, os da livre circulação de bens e de serviços, das pescas, da união aduaneira e das relações externas. O chefe de governo turco, Recep Tayyip Erdogan, ainda tentou acalmar um pouco os ânimos ao referir que apesar de tudo a Comissão Europeia apenas fez uma recomendação, mas a notícia gerou reacções extremamente negativas nos meios de comunicação social turcos. Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União deverão pronunciar-se a 11 de Dezembro sobre a recomendação da Comissão Europeia. [Fonte]
Comentário do dia (IV): Bento XVI na Turquia ou a saudade de João Paulo II
Islamofobia aumenta na Europa enquanto anti-semitismo mantém-se
Estados-membros conheciam sistema norte-americano de "rendição extraordinária"
Reuniões entre União Europeia e Turquia sobre Chipre terminam sem acordo
UE mais próxima de suspender negociações de adesão com a Turquia
Futuros comissários europeus búlgaro e romeno respondem ao parlamento Europeu
Turquia não cede às exigências europeias sobre o Chipre
UE: Negociações com a Turquia sobre Chipre fracassaram
UE: Suíços aprovam ajuda económica
Suíça: referendo financiamento coesão económica e social UE
O Islão na Europa
I PAINEL: O Islão na Europa. 9.30h -12.30h. Moderador: Prof.ª Maria do Céu Pinto. Prof. Adel Sidarus (Universidade de Évora): “Europa e Islão entre a história e conjuntura actual”. Dr.ª Sandra Costa (Universidade do Minho): “O regresso do Islão: os Muçulmanos em Espanha. Percepções, crenças e realidades”. Dr. Bruno Oliveira Martins (IEEI e Universidade do Minho): “Modelos de integração de imigrantes muçulmanos na UE: o caso italiano”. Dr. Jordi Moreras (Director da revista Tr[à]nsits): “De la presencia musulmana al islam español: una perspectiva desde el âmbito local”.
A cimeira fracassada
Memória – 25 de Novembro de 1975
Há 31 anos, num dia chuvoso de Novembro, começava a cumprir-se a anunciada primavera prometida em Abril. E, nessa medida, também o movimento heróico e nacional do 25 de Novembro de 1975 permitiu que se sedimentasse a opção pela plena adesão e a completa inserção de Portugal na generalidade das organizações políticas democráticas europeias, designadamente o Conselho da Europa (em 1976) e as Comunidades Europeias (em 1986). Nunca será demais recordar o evento, personificando-o na figura do seu principal expoente, António Ramalho Eanes – pese embora as errâncias que o futuro traria e se encarregaria de demonstrar. Mas quem tem memória não pode esquecer nem olvidar. Também para a política europeia nacional o movimento do 25 de Novembro de 1975 e a reacção à tentativa de golpe antidemocrática se mostraram determinantes.Comentário do dia (III): a lição de George Weigel
Cimeira UE – Rússia marcada por morte de ex-agente. Encontro falha acordo de fornecimento de energia
UE pede à Rússia que levante embargo
UE pede levantamento do embargo à Polónia
Putin sublinha divisão da UE
A cimeira União Europeia-Rússia terminou hoje em Helsínquia, na Finlândia, sem que grandes avanços tenham sido realizados. A grande ambição do encontro era renovar um acordo de parceria e cooperação entre os dois blocos mas a Polónia vetou o início das negociações.Em conferência de imprensa, o presidente russo, Vladimir Putin, não se absteve de sublinhar a divisão dos 25.”Lamento que não tenhamos podido assinar o novo acordo de parceria mas a União Europeia não tem até agora uma posição comum sobre esta questão. A Rússia confirma que está pronta a fazer o que for necessário para iniciar as conversações”, disse Putin.Varsóvia vetou as negociações como forma de protesto contra o embargo russo à carne e legumes polacos, em vigor desde 2005.Moscovo alega que as condições sanitárias destes produtos são deficientes. Na mesma ocasião, Putin sublinhou que o problema era técnico e não político.O presidente da Comissão Europeia Durão Barroso sublinhou que o embargo era “desproporcionado” e prometeu juntar as três partes, a Comissão, a Rússia e a Polónia para resolver o assunto.”Constatámos a existência de alguns problemas, mas segundo a nossa avaliação não há razões para manter o embargo. E tal como disse ao presidente Putin trata-se de uma reacção exagerada”, disse Durão Barroso.Apesar da ausência de avanções no domínio energético, uma das questões vitais para os 25, as partes chegaram a um acordo na área dos transportes aéreos.A Rússia compromete-se a eliminar até 2013 as taxas cobradas às companhias europeias que sobrevoam o espaço aéreo siberiano. [Fonte]Polónia culpa União Europeia pelo veto às negociações com a Rússia
Todos à espera que a Polónia desista do veto
Polónia mantém veto à Rússia
Europa refém da memória polaca
Polónia mantém veto às negociações para nova parceria com a Rússia
Europa não tem por que temer a Rússia – diz Putin
UE tenta convencer a Polónia a levantar veto às negociações com a Rússia
UE lança debate sobre emprego, flexibilidade e segurança dos trabalhadores
25 chegam a acordo sobre quotas de pesca
Polónia dá sinal de abertura às negociações com a Rússia mas mantém veto
Imigração marca debate eleitoral na Holanda
União Europeia e EUA condenam homicídio do Ministro libanês da Indústria
UE lança ultimato à Turquia
Comentário do dia (II): Os conselhos do senhor Soros
Relação UE – Rússia faz faísca por causa da Polónia
Turquia tem até início de Dezembro para normalizar relações com o Chipre
União Europeia lança ultimato à Turquia
Comissão Europeia quer pôr fim à comercialização de peles de cães e gatos
Comentário do dia (I): o directório linguístico
Um dos perigos que ciclicamente impende sobre o processo europeu é o famoso «directório»: a entrega da liderança do projecto a um grupo restrito de Estados, por regra os maiores, os mais fortes, os mais ricos, os mais desenvolvidos, os mais populosos (são quase sempre os mesmos, qualquer que seja o prisma que consideremos). Acontece, porém, que há várias formas de esse directório se manifestar e se expressar, e nem sempre as formas menos visíveis são as menos eficazes. Uma das expressões que o directório pode revestir – e contra a qual convém utilizar as melhores armas e os melhores argumentos – é o directório linguístico. Oficialmente todas as línguas de todos os Estados membros da União devem ser consideradas línguas oficiais e línguas de trabalho. O que significa, entre outras coisas, que todos os documentos – oficiais e de trabalho – das instituições devem estar escritos e/ou traduzidos em todas as línguas de todos os Estados membros. Este princípio não pode deixar de se considerar válido para o próprio sítio da União Europeia e das suas instituições na internet. Acontece, porém, que mais de dois meses depois de certos documentos importantes serem aprovados, os mesmos ainda se encontram online apenas disponíveis nas línguas de alguns Estados (curiosamente, os tais que fazem ou farão sempre parte de qualquer directório que nunca deve existir). Estes documentos, ou estes, que will be available shortly, importantíssimos em função da temática que abordam – o alargamento da UE e a sua capacidade de integrar novos Estados – são apenas dois exemplos do que não deverá acontecer: do directório linguístico que parece já estar instalado nos corredores eurocráticos.Plano de Paz para o Médio Oriente: União Europeia pouco convicta sobre a iniciativa
Primeiro Ministro finlandês fracassa acordo Polónia/Rússia sobre Energia
Portugal organizará Conferência sobre Cultura Europeia
União Europeia empenhada na redução da poluição
Equador relança "guerra das bananas"
União Europeia queixa-se da Índia na OMC
Aprovada directiva Bolkestein, mas o trabalho e a polémica não acabam aqui
Patrões, sindicatos e eurodeputados querem fiscalização dos parlamentos nacionais na directiva Bolkstein
Acordo sobre liberalização de serviços
Parlamento Europeu apoia política de multilinguismo
Durão Barroso: União Europeia lidera luta contra o aquecimento global
União Europeia continua a ser o principal parceiro comercial da China
União Europeia dividida perante a atitude da Turquia
União Europeia aprova fusão entre Suez e Gaz de France
Saakachvili quer retomar diálogo com Rússia
Turquia forçada a progressos
Varsóvia bate o pé a Moscovo dentro da União
Sem navios e barcos cipriotas, Turquia trava viagem para a Europa
Europa quer "televisão sem fronteiras" mas com normas publicitárias
União Europeia discute integração da Turquia
Ministros preparam cimeira da UE com Turquia e Rússia na agenda
Portugal diz que Turquia tem de ultrapassar obstáculos
Barroso incentiva Instituto de Tecnologia Europeu
IET: Comissão tem propostas concretas de «grandes empresas»
Quercus exorta Barroso a apoiar substituição de quimicos
Portugal lidera acção policial europeia
Portugal vai liderar operação europeia de combate à droga
Comissário Mandelson aponta «lacunas» da China na OMC
Parlamento Europeu debate na próxima semana com Barroso programa para 2007
MNE’s da UE apoiam pressão à Turquia mas contestam medidas
Em Bruxelas Ministra propõe Guimarães a Capital Europeia da Cultura
Em defesa da língua lusa
Durão Barroso defende internacionalização das empresas portuguesas
O discurso de Sócrates
Adiada decisão sobre futuro do Kosovo
Memória – a queda do Muro de Berlim
Há dezassete anos, a 9 de Novembro de 1989, ruía o Muro de Berlim, ícone máximo da ordem internacional que era a do pós-segunda guerra mundial, esse período de ausência de conflito directo entre as super-potências dominantes, também designado de guerra-fria, em que a conflitualidade era travada por procuração, entre dilectos representantes de cada uma dessas potências. Numa altura em que o mundo era a preto e branco, maniqueísta, dividido entre bons e maus mas em que todos sabíamos quem eram, para cada um, os bons e quem eram os maus, o Muro da vergonha e de arame farpado dividia um continente, um país, uma cidade, milhares de famílias, milhões de cidadãos. A sua queda, demonstrando a vitória da nação e da liberdade sobre o Estado e sobre os arranjos artificialmente feitos pela mão humana, simbolizou apenas o início de um processo imparável que se estenderia a todo o leste europeu nos meses subsequentes. O mundo mudou a partir de então. Não está dito em lado algum que esteja mais justo e mais seguro. Mas está diferente. E para essa diferença se ter concretizado, alguns nomes ficarão, para sempre, indissociavelmente ligados a este evento: o (Santo) Sumo Pontífice, João Paulo II; o ex-Chanceler Helmut Kohl; o ex-Presidente Mikail Gorbatchov; os ex-Presidentes Ronald Reagan (que, qual Moisés a quem foi dado ver a terra prometida mas não lhe foi permitido alcançá-la, preparou o caminho) e George Bush. E para que a listagem não fique tão incompleta, sempre se poderá dizer que o processo avançou «apesar» das resistências de outros estadistas europeus de eleição, nomeadamente Margaret Thatcher ou François Mitterrand, o tal que um dia terá desabafado que gostava tanto da Alemanha que preferia que houvesse duas em vez de uma só….A nova revolução americana
População turca cada vez mais eurocéptica
Cavaco impressionado com Museu da Língua
Beneficiários da PAC na Internet
Ampliação rejeitada sem nova orgânica
UE pede combate à pirataria na China
Bruxelas adia decisão sobre suspensão das negociações com a Turquia
Turquia tem um mês para cumprir exigências da UE
CE mantém negociações com Ancara
Turquia exclui «ruptura» com UE
Erdogan – que falava a um número restrito de jornalistas pouco antes da divulgação de um relatório da comissão europeia que critica os progressos de Ancara em relação à adesão à União -, mostrou-se optimista face às relações com a União Europeia. «Suspensão, ruptura, essas coisas são impossíveis», afirmou, antes de dizer que os esforços de Ancara vão continuar e de recordar que «mesmo um país como o Reino Unido esperou 11 anos antes de ser membro (da UE) a tempo inteiro». Erdogan manteve-se, no entanto, firme em relação ao Chipre, dividido em dois sectores – turco a norte e grego a sul – desde uma intervenção militar turca, reclamando antes de mais o levantamento das sanções internacionais impostas à entidade ciprioto-turca que a Turquia é o único país a reconhecer. A Comissão Europeia criticou hoje a Turquia pela diminuição do ritmo de reformas necessárias para aderir à UE, mas adiou uma decisão sobre a suspensão das negociações pela falta de respeito dos compromissos assumidos sobre Chipre. A Turquia tem feito reformas políticas para entrar na UE, mas o ritmo «abrandou no último ano» sendo necessários «esforços adicionais importantes», principalmente na área da liberdade de expressão, sublinha o executivo comunitário. [Fonte]
CE adia decisão sobre suspensão das negociações com Turquia
Turquia: Comissão não suspende processo de adesão
Turquia insiste em cumprir requisitos europeus
Turquia não aceita condicionamento da adesão à questão de Chipre
Turquia na UE: Portugal é favorável à continuação das negociações
Alargamento vai ser mais exigente
Croácia ainda em espera
Bruxelas dá cinco semanas para Ancara implementar reformas
Comissão Europeia procura evitar crise com a Turquia
Comissão Europeia apresenta hoje resolução sobre Turquia
Comissão ameaça Turquia por causa de Chipre
Bruxelas felicita Croácia e Albânia mas diz que a adesão não é para já
Cavaco defende UE fortalecida
No Fórum do Porto Canal: a Europa e a pena de morte aplicada a Saddam Hussein
Uma Europa que possa falar para o mundo
Países do sul chumbam directiva sobre o aumento do tempo de trabalho
Tensões em pano de fundo da reunião entre Rússia e União Europeia
Anulada a reunião entre turcos e cipriotas
Memória – o Tratado da União Europeia
Foi há treze anos – a 1 de Novembro de 1993 – que entrou em vigor o Tratado da União Europeia, popularizado como Tratado de Maastricht em homenagem à cidade holandesa onde foi assinado, no ano de 1992. Treze anos depois, o facto passou praticamente ao lado do noticiário do dia e dispensou quaisquer referências ou observações, pese embora se tratar de um documento estruturante na vida da Europa comunitária e que cada vez mais conforma e estrutura a vida dos cidadãos europeus. Após um longo e complexo processo de ratificação – que, recorde-se, obrigou à realização de dois referendos na Dinamarca depois de o primeiro ter reprovado o Tratado, inaugurando a muito pouco recomendável moda de que para um sim ser válido tem de ser dito uma única vez, mas para o não ser válido necessita de ser expresso duas vezes; moda, aliás, repetida anos mais tarde na República da Irlanda a propósito do Tratado de Nice – acabou por entrar em vigor aquele que terá sido, provavelmente, o último grande legado que em matéria de europeísmo e projecto europeu no foi deixado pela geração de ilustres governantes que antecedeu a daqueles que nos vai governando. Documento a que andarão sempre associados os nomes de Kohl, Mitterrand, Delors, Gonzalez, e tantos outros que contribuiram para a governação europeia das últimas décadas do século anterior. Apesar das críticas que suscitou e das reservas de que foi alvo, hoje o Tratado está aí – apesar de já alterado em Amesterdão e Nice – e continua a afirmar-se como o documento estruturante da União que se vai construindo a cada dia que passa.








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